Produtores investem no plantio da mamona híbrida, tecnologicamente avançada, com um ciclo de 120 dias no campo
A maior parte da produção de mamona concentra-se na região Nordeste do Brasil, com a Bahia sendo o maior estado produtor. Desde 1987, a Embrapa tem desenvolvido cultivares e sistemas de produção adaptados às condições brasileiras, visando a expansão dessa cultura. Esses esforços resultaram em avanços significativos, como o aumento de 100% na produtividade da mamona na safra 2022/2023, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção saltou de 42,8 mil para 91,4 mil toneladas.
A engenheira agrônoma e consultora Pamella Elimara Campos, que trabalhou em uma empresa de genética e sementes de mamona, ressalta que a maior parte do cultivo na Bahia é realizada por pequenos produtores, que optam por variedades de porte mais alto, fazendo a colheita manual.
“A comercialização e o plantio de mamona híbrida são mais concentrados em áreas de Mato Grosso e Goiás, e a colheita ocorre de forma mecanizada. Nessas regiões, a cultura ocupa uma área significativa devido à alta demanda pelo óleo de mamona, também conhecido como óleo de rícino, valorizado por suas propriedades únicas, incluindo a composição de um único ácido graxo em sua cadeia, o que o torna um substituto potencial para derivados de petróleo”, explica Pamella. Ela acrescenta que atualmente o óleo é mais utilizado nas indústrias farmacêutica e de cosméticos, além da venda do óleo puro.
O diferencial da mamona híbrida é ser uma cultura tecnologicamente avançada, com um ciclo de 120 dias no campo. A genética atual tornou a planta mais suscetível ao glifosato, permitindo melhor controle na lavoura. Além disso, a mamona pode ser cultivada tanto em ambientes de sequeiro quanto irrigados, mas prefere condições mais secas, tolerando melhor a falta de água do que o excesso.
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